BANCA DE HETEROIDENTIFICAÇÃO

A banca é criada para validar a autodeclaração dos candidatos pretos e pardos no processo seletivo para a Universidade pública. Em diálogo permanente com a professora Dra. Adlene Arantes, realizamos um encontro com os estudantes da EREM PADRE GUEDES. A ação promovida pelo Laboratório em parceria com a escola visa esclarecer tópicos pouco tensionados durante o processo de estudo dos estudantes do terceiro ano. Os estudantes ainda titubeiam quando a atividade envolve a autodeclaração, pois eles confundem muito quanto a sua construção fenotípica e o momento que poderia ser de troca e de esclarecimento vira um nó porque eles acabam entreolhando-se e perguntando quais cores eles são. E isso abre um outro ponto bastante distante dos debates em sala de aula: o colorismo.

A vinda da Dra. Adlene Arantes, pensada para mitigar esses conflitos, também foi momento de tirar dúvidas - foi para isso mesmo que ela veio. Ela apresentou tipos diferentes de cores, texturas de cabelo, lábios, cor da pele e colocou os estudantes no centro da discussão esperando deles um posicionamento sobre a sua autoidentificação. A única política de letramento racial e possível ampliação desse debate é o Sankofa.Lab, mas ele sozinho não consegue ramificar as questões.
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